RIO SÃO FRANCISCO

Causos
“O sujeito foi pescar e levou uma garrafa de pinga. Ele ouviu um barulho no mato, era uma rã sendo engolida por uma cobra. Ele jogou pinga na boca da cobra, que soltou a rã. O pescador usou a rã como isca, pescou um surubim enorme e pensou: ‘ah se eu tivesse mais rã pra usar de isca!’ Logo sentiu uns 
tapinhas nas costas, era o rabo da cobra. Ela trouxe mais três rãs, pra trocar por cachaça.” 
Norberto, Três Marias

As Propriedades do Pirá
“Eu como peixe todo dia, gosto demais. Eu não gosto de pirá, mas dizem que é afrodisíaco, melhor que piranha. Tinha um japonês que vinha aqui e implicava com o pirá: ‘não quero comprar esse, não gosto desse peixe de couro’ e tal. Eu falava pra ele: ‘se o senhor soubesse pra que ele é bom, todo dia o senhor tava buscando pirá aqui, na idade que o senhor está… principalmente se o senhor fizer um molho da cabeça.’ Ele levou e depois voltou dizendo‘cê sabe que o trem é bão mesmo, sô, tem mais desse aí?’”



DICAS DE PESCADOR PARA A SAÚDE
• A corvina tem duas pedras na cabeça. Retirar, torrar e, com o pó, 
beber água ou chá. É bom para extrair pedras dos rins.
• O pirá e o matrinxã são conhecidos como “remosos”, ou seja, podem 
causar determinadas alergias em, por exemplo, mulheres na tPM.
• Mulher que deu à luz não pode comer pirá, piranha ou dourado.
• O mandi solta um ferrão quando morde. Para curar a dor, sem 
inflamação, pegar o olho do peixe e, após retirar o ferrão, esfregar 
no local, passando também a “baba” que envolve o olho.
• É uma tradição entre muitos pescadores o uso de uma pulseira de 
borracha no tornozelo, para evitar câimbras. Muitos juram que 
funciona. da mesma forma, é comum também o uso de um colar 
que, segundo eles, protege contra dores na coluna.
• O pirá é bom pra curar sífilis. Deixa cozinhar, tira o caldo e não 
põe sal nem tempero nenhum; deve-se beber o caldo.
• Para se ter uma memória boa, o melhor é comer cabeça de dourado e de surubim. Você vai longe.
David turiba, Ilha do Sucesso



Dourado, o rei do rio
 Um dos peixes mais belos e apreciados do Brasil, tem coloração amarelo-laranja e é uma das espécies mais cobiçadas pelo pescador artesanal. Possui o corpo coberto de escamas  prateadas, com pequenas manchas escuras. 
É o maior peixe de escama do são Francisco. Peixe de piracema, reproduz-se em geral de novembro a janeiro. de acordo com alguns pescadores, quando cai na rede de espera ele acaba “morrendo de raiva”, tanta é a força que faz para escapar da malha. Quando pescado no anzol, também não se entrega fácil.
Curimatã, o preferido
 O dourado é o rei do rio, o surubim é o mais valorizado, mas o peixe predileto na mesa do pescador é o curimatã (curimatá ou curimba), uma espécie bastante encontrada na Bacia do são Francisco. É um peixe de piracema e costuma subir o rio na época da reprodução, de novembro a janeiro. 
seus ovos, larvas, alevinos e adultos são importantes alimentos de muitas espécies de predadores. Seu peso pode atingir até 15 quilos no rio, mas na represa já foram encontradas espécies com até 22 quilos. As fêmeas têm maior porte que os machos, não são peixes fáceis de capturar, porque pegam a isca de leve. Tanto o dourado quanto o curimatã podem atingir 1,4 metro.
Surubim: Regime forçado
 Peixe mais valorizado do rio, o surubim é o que mais desova. o peixe produz 2 mil ovos por grama. atualmente, a maior dificuldade em produzir surubim em cativeiro é a falta de alimentação para as larvas, que consiste nos microorganismos das lagoas marginais. Como essas lagoas estão desaparecendo, a alimentação para o surubim é cada vez menor.

 
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